A memória de São Zeno e de seus dois filhos, Concórdio e Teodoro, está intimamente ligada ao período turbulento do império de Juliano, o Apóstata, o último imperador romano abertamente pagão. Juliano, no século IV, tentou reverter o avanço do cristianismo restaurando as antigas tradições religiosas de Roma e perseguindo com rigor aqueles que se convertiam à fé cristã. Nesse contexto, Zeno, juntamente com seus filhos, tornou-se alvo da fúria imperial por sua decisão de abraçar o Evangelho e recusar qualquer forma de culto aos deuses pagãos.
O martírio desta família cristã, situado entre a fronteira da história e da lenda, é narrado em uma antiga passio latina, que descreve com detalhes sua coragem e fidelidade diante das ameaças. Zeno, como pai, representa o exemplo de alguém que não apenas transmitiu a fé aos filhos com palavras, mas também com o testemunho radical de sua própria vida. Concórdio e Teodoro, ainda jovens, acompanharam o pai no caminho do sacrifício, tornando-se sinais eloquentes de uma fé que não teme a morte.
Celebrar estes mártires é recordar que o cristianismo, desde as suas origens, floresceu não apenas pela eloquência de seus pregadores, mas sobretudo pelo sangue daqueles que preferiram perder tudo a trair o Evangelho. Sua história continua a inspirar as famílias cristãs a permanecerem firmes na fé, mesmo em tempos de adversidade e incerteza.