Nascida em 1381, em Roccaporena, Itália, como Margherita Lotti, Rita foi criada com desejo de consagrar-se a Deus, mas foi obrigada a casar-se muito jovem com Paolo Mancini, um homem marcado por temperamento violento . Após 18 anos de matrimônio, foi viúva aos 24 anos, quando seu marido foi assassinado, e logo em seguida perdeu os dois filhos por doença — um sofrimento dilacerante. Contudo, ao invés de embotar sua fé, Rita encontrou na dor um caminho para entregar-se a Cristo ().
Determinada, buscou ingressar no convento agostiniano de Cássia, mas foi recusada por ser viúva — até que em 1413 foi admitida. Passou os últimos 40 anos de sua vida em oração, mortificação e serviço, tornando-se uma presença consoladora para as freiras do mosteiro .
Um dos traços mais notáveis de sua santidade foi a experiência mística do estigma, quando um espinho da coroa de Cristo teria perfurado sua testa, deixando uma ferida visível até sua morte em 1457 .
Entre os milagres atribuídos a ela está o célebre “milagre das rosas”: próxima da morte, pediu apenas uma rosa ao parente que morava em casa; mesmo sendo inverno, no jardim havia uma rosa e dois figos, que foram trazidos ao convento como sinal de graça ().
Beatificada em 1627, canonizada em 1900 pelo Papa Leo XIII, Rita tornou-se conhecida como a santa dos casos impossíveis, sendo padroeira também de vítimas de abuso, da infertilidade, de pais e mães . Seu corpo incorrupto repousa na Basílica de Santa Rita, em Cássia, atraindo peregrinos de todo o mundo